Me chame pelo seu nome, 2017

Fonte: Internet

Confesso que não fui para o cinema com grandes motivações. Fui convidado em cima da hora, era estreia e como estava um calor infernal, até que passar duas horas dentro de uma sala escura e refrigerada não iria ser má ideia.

Pois bem, o filme começou. Belas imagens. Personagens interessantes e enigmáticos. De novo: belas imagens. Na verdade, uma baita fotografia. Ok, e ficou nisso pra mim. Por um bom tempo.

Comecei a ficar inquieto, achando o filme pretensioso. Não, pra ser pretensioso tem que ter assunto. Meu Deus, nada acontece?!?! É isso mesmo? Comecei a desistir de gostar do filme, mas fiquei tentando entender o jogo entre os personagens principais. A narrativa insistia em uma certa ‘lentidão’, ou seria uma certa ‘confusão’? Não sei, mas chegou um ponto em que eu percebi que aquilo era intencional. Daí relaxei e resolvi ver no que dava.

E não é que o jogo vira? Não farei spoiler, não sou desses. O Guilherme Pinheiro também não fez, mas como ele entende tecnicamente de cinema, faz uma análise bem mais completa com referências sobre o Diretor e o contexto de produção do filme. Mas preciso dizer que as cenas finais são arrebatadoras e simplesmente arrepiam todos os pêlos do corpo. Absolutamente impossível conter as lágrimas.

Neste momento entendemos que o filme não fala sobre temática LGBT (não que isso seja algo que depreciaria ou enobreceria alguma coisa, mas é importante deixar esse comentário). Que filme!

Poético, delicado, assertivo e acima de tudo: sem pressa.

Altamente recomendado.